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Sequential Orchestration

Descrição​

O Sequential Orchestration encadeia agentes de IA numa ordem linear predefinida. Cada agente recebe a saída do agente anterior, processa e passa o resultado adiante, formando um pipeline de transformações especializadas. O resultado final é a saída do último agente.

A ordem é definida no fluxo de trabalho (código ou configuração), não pelos agentes: a escolha de qual agente é invocado em seguida nunca é delegada a um deles. O contexto passa de estágio em estágio, na forma bruta ou compactada (por exemplo, um resumo das saídas anteriores), e um estado comum pode ser mantido ao longo da cadeia.

Também é conhecido como pipeline, prompt chaining, linear delegation ou, na terminologia do Google Cloud, Multi-Agent Sequential (sequential pattern). Nessa visão, um agente de fluxo de trabalho sequencial segue lógica predefinida e nenhum modelo de IA orquestra os subagentes, como numa pipeline de dados com agentes de extração, limpeza e carga. Lembra o padrão Pipes and Filters, com agentes de IA no lugar de componentes de processamento codificados à mão.

Problemas que resolve​

  • Tarefas de várias etapas em que cada estágio depende do resultado do anterior.
  • Refinamento progressivo de uma saída (rascunho, revisão, polimento) sem sobrecarregar um único prompt.
  • Prompts e conjuntos de ferramentas grandes demais para um agente só, que ficam mais simples quando divididos por especialidade.
  • Necessidade de um fluxo previsível e fácil de depurar, em que se sabe qual agente produziu qual parte do resultado.

Quando usar​

  • Processos de vários estágios com dependências lineares claras e progressão previsível.
  • Pipelines de transformação de dados em que cada estágio agrega valor de que o próximo depende.
  • Estágios que não podem ser paralelizados.
  • Refinamento progressivo, como fluxos rascunho, revisão, polimento.
  • Processos estruturados e repetíveis em que a ordem das etapas nunca muda.
  • Sistemas em que se conhecem a disponibilidade e o desempenho de cada agente, e em que falhas ou atrasos de um agente são toleráveis para a tarefa como um todo.

Quando evitar​

  • Estágios que são paralelizáveis sem perda de qualidade nem disputa por estado compartilhado.
  • Poucos estágios que um único agente resolve bem.
  • Estágios iniciais podem falhar ou gerar saída ruim e não há como impedir que os seguintes processem esse erro acumulado.
  • Os agentes precisam colaborar, e não apenas passar o trabalho adiante.
  • O fluxo exige retrocesso ou iteração.
  • É preciso roteamento dinâmico com base em resultados intermediários.

Trade-offs​

GanhoCusto / Risco
Fluxo previsível, com ordem fixa e dependências explícitasSem paralelismo: a latência é a soma dos estágios
Cada agente se especializa, com prompt e ferramentas enxutosFalhas e saídas ruins dos primeiros estágios se propagam pelos seguintes
Fácil de testar e depurar por estágioFluxo rígido: não suporta retrocesso nem desvios dinâmicos
Refinamento progressivo melhora a qualidade da saídaCusto de tokens se acumula a cada etapa
Latência e custo operacional menores que padrões orquestrados por modeloDifícil pular etapas desnecessárias: uma etapa lenta soma-se à latência total
  • Flexibilidade: a eficiência vem ao custo da flexibilidade; escolha o padrão só quando o fluxo for realmente fixo.
  • Contexto: a janela de contexto cresce a cada transição; compacte (resumo ou poda) entre estágios e passe só o que o próximo agente precisa.
  • Confiabilidade: valide a saída de cada agente antes de passá-la adiante e use timeout e retry; falhe de forma explícita em vez de esconder o erro.
  • Estado: em fluxos longos, persista o progresso em armazenamento durável para retomar após interrupções.
  • Observabilidade: instrumente cada estágio e monitore tokens e latência por agente.

Diagrama​

O fluxo segue uma ordem fixa: cada agente transforma a saída do anterior, e um estado comum opcional acompanha a cadeia.

Padrões relacionados​

  • Concurrent Orchestration — alternativa quando os estágios são independentes e podem rodar em paralelo; os dois podem ser combinados.
  • Maker-Checker Loop — acrescenta iteração e revisão, que o fluxo sequencial não suporta.
  • Handoff Orchestration — também passa o trabalho entre agentes, mas quem decide o próximo é o agente, não o fluxo.
  • Pipes and Filters — padrão de nuvem em que o Sequential se inspira, com agentes no lugar de filtros.
  • Routing Slip — define a sequência de passos por mensagem, análogo a uma cadeia de agentes predefinida.
  • Retry — tratamento de falhas transitórias em cada estágio.

Referência​